{"id":6560,"date":"2019-10-14T19:04:29","date_gmt":"2019-10-14T19:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/a-perseguicao-a-carlos-marighella-continua-agora-a-sua-memoria\/"},"modified":"2025-01-31T15:43:12","modified_gmt":"2025-01-31T15:43:12","slug":"a-perseguicao-a-carlos-marighella-continua-agora-a-sua-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/a-perseguicao-a-carlos-marighella-continua-agora-a-sua-memoria\/","title":{"rendered":"A persegui\u00e7\u00e3o a CARLOS MARIGHELLA continua: agora \u00e0 sua mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A persegui\u00e7\u00e3o a CARLOS MARIGHELLA continua: agora \u00e0 sua mem\u00f3ria<\/strong>. Por Alenice Baeta<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cN\u00e3o tive tempo de ter medo\u201d (Carlos Marighella)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cptmg.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Marighella-identidade.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3948\" width=\"743\" height=\"557\"\/><figcaption> Legenda: Reprodu\u00e7\u00e3o parcial da Carteira de Carlos Marighella no Comit\u00ea Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCB). Fonte: Centro de Mem\u00f3ria do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. &nbsp; <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nascido em 1911, em Salvador, BA, Carlos Marighella herdou do pai e da\nm\u00e3e a combatividade &#8211; um imigrante italiano oper\u00e1rio metal\u00fargico e uma negra,\nfilha de escravos trazidos do Sud\u00e3o, os <em>hauss\u00e1s;&nbsp;<\/em>casalconhecido por participar\nde subleva\u00e7\u00f5es nas ladeiras do Pelourinho em Salvador contra a escravid\u00e3o e\nexplora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Muito afeito aos estudos e leituras, Marighella entrou para a faculdade aos 18 anos no curso de\nEngenharia Civil, na Escola Polit\u00e9cnica da Bahia. Foi preso, pela\nprimeira vez, aos 23 anos por publicar um poema que fazia cr\u00edticas a um interventor\nopressor na Bahia, indicado por Get\u00falio Vargas durante o denominado \u201cGoverno Provis\u00f3rio\u201d (MAGALH\u00c3ES, 2012). &nbsp;Escrevia ainda versos libert\u00e1rios, l\u00edricos e sat\u00edricos, sob forte influ\u00eancia dos\nconterr\u00e2neos Greg\u00f3rio de Matos (considerado um dos melhores poetas barrocos do\nper\u00edodo colonial brasileiro) e Castro Alves (poeta humanista e abolicionista\ndos oitocentos).<\/p>\n\n\n\n<p>Camarada de Jorge Amado, o tamb\u00e9m professor, escritor e poeta Carlos Marighella\nfoi l\u00edder e militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), tendo sido\nencarcerado e torturado ao longo de seis anos durante a ditadura imposta pelo Estado\nNovo (1937- 1945). <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>N\u00e3o ficarei t\u00e3o s\u00f3 no campo da arte,e an\u00f4nimo e firme sobranceiro e forte,<\/strong> <strong>tudo farei por ti para exaltar-te, serenamente, alheio a pr\u00f3pria sorte\u201d<\/strong> (<em>Trecho do poema \u201cLiberdade\u201d de Carlos Marighella). S\u00e3o Paulo, Pres\u00eddio Especial, em 1939.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ser anistiado, Carlos Marighella foi eleito deputado federal,\ndevido ao seu prest\u00edgio e alta capacidade de organiza\u00e7\u00e3o popular e\nsensibilidade social, juntamente com Luiz Carlos Prestes e outros militantes do\nseu partido. Apesar de minorit\u00e1ria, a bancada comunista fazia duras interven\u00e7\u00f5es\ne cr\u00edticas \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1946, sendo que um dos principais\npontos de atrito no parlamento predominantemente conservador era a necessidade\nda reforma agr\u00e1ria, a supress\u00e3o da censura e o fortalecimento dos direitos\ntrabalhistas no campo e na cidade. A rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica autorit\u00e1ria no bojo do\ngoverno do general Eurico Gaspar Dutra culminou com a cassa\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria do PCB em maio de 1947, bem como dos mandatos de seus\nparlamentares comunistas ocorrida em janeiro de 1948, persegui\u00e7\u00e3o aos\nsindicatos, movimentos organizados e aos militantes de oposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>O inquieto e\naguerrido Carlos Marighella aceitou o convite do Comit\u00ea Central do Partido\nComunista e viajou para a China com o intuito de estudar e acompanhar de perto\na situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica daquele pa\u00eds, onde ficou por dois anos. Retornou ao Brasil,\nassumindo v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o de seu partido, na clandestinidade, quando produziu\nin\u00fameros manuais, textos e poemas que entraram para a hist\u00f3ria documental da\norganiza\u00e7\u00e3o dos movimentos de resist\u00eancia popular e de luta de classes de sua\n\u00e9poca, boa parte divulgados nos idiomas espanhol, franc\u00eas e ingl\u00eas, mas que no\nBrasil s\u00f3 foram publicados oficialmente ap\u00f3s dez anos da sua morte, tais como:\n\u201cSe fores preso, camarada\u201d; \u201cPor que resisti \u00e0 pris\u00e3o\u201d; \u201cEcletismo e Marxismo\u201d;\n\u201cChamamento ao Povo Brasileiro\u201d.&nbsp; \u201cA\nCrise Brasileira\u201d, escrito em 1966 (portanto, ap\u00f3s o golpe militar\/civil\/empresarial\nde 1964), tem sido considerada a melhor produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de Carlos Marighella, onde\ntece contundente cr\u00edtica \u00e0 pol\u00edtica de alian\u00e7as com a burguesia por parte da\nesquerda, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia do fortalecimento e da autonomia dos\nmovimentos oper\u00e1rios e camponeses em busca de um governo popular revolucion\u00e1rio\n(MARIGHELLA, 1979).<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentando conflitos e diverg\u00eancias estruturais em seu\npartido, Marighella descumpriu as ordens do PCB e foi participar em 1967 em\nCuba da \u201cPrimeira Confer\u00eancia&nbsp; da Organiza\u00e7\u00e3o Latino Americana de\nSolidariedade (OLAS)\u201d, motivo da sua expuls\u00e3o do partido. Fora do PCB Carlos Marighella, ainda em Havana (dias\nap\u00f3s a morte do l\u00edder revolucion\u00e1rio Che Guevara na Bol\u00edvia), escreve o\nop\u00fasculo: \u201cAlgumas Quest\u00f5es Sobre a Guerrilha no Brasil\u201d, publicado no ano\nseguinte pelo Jornal do Brasil, chamando a aten\u00e7\u00e3o dos repressores para a sua\nprodu\u00e7\u00e3o intelectual e revolucion\u00e1ria posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No Brasil, Carlos Marighella e C\u00e2mara Ferreira anunciaram a cria\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o de\nesquerda que ficou conhecida como Alian\u00e7a Libertadora Nacional (ALN), que propunha\na utiliza\u00e7\u00e3o de armas para resistir \u00e0 ditadura e \u00e0 tirania, dando in\u00edcio \u00e0s\nprimeiras opera\u00e7\u00f5es de guerrilhas urbanas. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>De algum lugar do Brasil me dirijo \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica,&nbsp; especialmente aos oper\u00e1rios, agricultores pobres, estudantes, professores, jornalistas e intelectuais, padres e bispos, aos jovens e \u00e0 mulher brasileira<\/strong>\u201d (<em>Trecho do texto: \u201cChamamento ao Povo Brasileiro\u201d, de CarlosMarighella, em 1968).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1969 Marighella escreve o \u201cManual\ndo Guerrilheiro Urbano\u201d (MARIGHELLA, 2003) visando estabelecer diretrizes e\nt\u00e1ticas de resist\u00eancia do movimento popular armado em contexto urbano frente \u00e0\nditadura militar\/civil\/empresarial e \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es de suas lideran\u00e7as.&nbsp;&nbsp; Considerado o \u201cinimigo\nn\u00famero um\u201d e \u201cterrorista\u201d pelo regime ditatorial de 1964, Marighella foi implacavelmente\nperseguido pelo servi\u00e7o de intelig\u00eancia, provavelmente com a ajuda da CIA (<em>Central Intelligence Agency<\/em>, dos Estados\nUnidos), sendo brutalmente assassinado em uma emboscada composta por agentes fortemente armados do Departamento de Ordem\nPol\u00edtica e Social (DOPS), na Alameda Casa Branca, na capital\nde S\u00e3o Paulo. Seu assassinato completa 50 anos no dia 04 de novembro de 2019. Seu\nt\u00famulo em Salvador, no cemit\u00e9rio Quinta dos L\u00e1zaros, para onde foi transladado\ndez anos depois, \u00e9 uma obra prima do tamb\u00e9m comunista Oscar Niemeyer.&nbsp; Mas nota-se ainda um grande preconceito das\nalas conservadoras e retr\u00f3gradas do pa\u00eds com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria deste pujante l\u00edder\nrevolucion\u00e1rio brasileiro.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014, por exemplo, causou grande consterna\u00e7\u00e3o\naos profissionais da \u00e1rea de hist\u00f3ria, intelectuais e militantes de esquerda\nquando houve nega\u00e7\u00e3o do pedido de tombamento em \u00e2mbito estadual por parte do\nInstituto do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural (IPAC)&nbsp;da&nbsp;Bahia&nbsp;da\ncasa de Carlos Marighella, situada na Baixa dos Sapateiros, em Salvador. Grandes\nconhecedores da biografia de Marighella, M\u00e1rcio Ferraz e M\u00e1rio Magalh\u00e3es, este \u00faltimo,\nautor da c\u00e9lebre obra: \u201c<em>Marighella&nbsp;\u2013\nO guerrilheiro que incendiou o mundo<\/em>\u201d, entraram com o justo pedido de\ntombamento do bem im\u00f3vel. Saber que nele o emblem\u00e1tico revolucion\u00e1rio Carlos\nMarighella passou parte de sua inf\u00e2ncia e juventude com sua fam\u00edlia, e que este\nmesmo s\u00edtio hist\u00f3rico e seu logradouro teria inspirado e sido palco de m\u00faltiplos\nsignificados da luta popular baiana. A rea\u00e7\u00e3o foi firme com rela\u00e7\u00e3o a esta\nnegativa de prote\u00e7\u00e3o patrimonial, tanto, que em 2016 ap\u00f3s a cobran\u00e7a e press\u00e3o\nde grupos que defendem a mem\u00f3ria das Comunidades Tradicionais Afrodescendentes\nou que denunciam os perseguidos pela ditadura, como o Movimento \u201cTortura Nunca\nMais\u201d, foi informado aos familiares de Marighella o interesse por parte do\ngoverno em fazer desta casa, finalmente, um ponto cultural e imaterial,\ncomponente de um roteiro relativo \u00e0 mem\u00f3ria de resist\u00eancia do povo baiano.&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo\nreportagem do jornal BBC, ainda h\u00e1 muito preconceito \u00e0 pedra monumental, com os\nseguintes dizeres: &#8220;<em>Aqui tombou Carlos Marighella, em 4\/11\/1969. Assassinado pela ditadura\nmilitar<\/em>&#8220;, instalada em 1999 a pedido de intelectuais\nbrasileiros que indicaram o local do assassinato de Marighella, na Alameda Casa\nBranca, na regi\u00e3o do Jardim Paulista, zona nobre de S\u00e3o Paulo. Todos os anos, grupos de estudantes e admiradores desse\nrevolucion\u00e1rio se re\u00fanem no local para gritar o nome de Marighella e bater\npalmas. Em 2013, a Comiss\u00e3o da Verdade do Estado de S\u00e3o Paulo e a vi\u00fava do\nguerrilheiro, Clara Charf, fizeram um grande ato junto ao marco. Com menos\nregularidade, outras pessoas aparecem para vandalizar e menosprezar a\nimport\u00e2ncia do monumento. Clara Charf, companheira de Marighela por 21 anos, at\u00e9\na sua execu\u00e7\u00e3o pelos militares, conta em suas entrevistas que ele era um homem\ns\u00e1bio, \u00e0 frente de seu tempo, pois era extremamente\n&#8220;<em>anti-racista e feminista<\/em>&#8220;,\n&#8220;<em>quando ainda n\u00e3o se usava essa\npalavra<\/em>&#8220;. O soci\u00f3logo e\ncr\u00edtico liter\u00e1rio Ant\u00f4nio Candido comenta o seguinte sobre Carlos Marighella:\n&#8220;<em>Ele pagou o tributo mais alto e\nmais nobre que um homem pode pagar, que \u00e9 dar a pr\u00f3pria vida por seus ideais.\nDe maneira, que \u00e9 justo que ele tenha se tornado um grande s\u00edmbolo coletivo<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos tamb\u00e9m obscuros,\ntenebrosos e destoantes, j\u00e1 em 2019, um filme ou cinebiografia que conta a\nhist\u00f3ria deste comunista marxista-leninista vem sofrendo severas retalia\u00e7\u00f5es\npor parte deste desgoverno Bolsonaro, que dificulta a sua divulga\u00e7\u00e3o no Brasil\ne no exterior. Esse filme destinado a relatar o\ncontexto em que viveu o deputado Marighella explicita que o Brasil sofreu um\ngolpe militar\/civil\/empresarial em 1964, com a tomada de poder pelos militares,\najudados pelo governo norte-americano, sob pretexto de \u201cprevenir\u201d o avan\u00e7o do comunismo.\nOs militares, como se sabe, ficaram durante 21 anos no poder, tendo perseguido\ne assassinado in\u00fameros estudantes, oper\u00e1rios, camponeses, artistas,\npesquisadores, intelectuais e militantes em geral, dentre eles, Carlos\nMarighella, que foi um m\u00e1rtir revolucion\u00e1rio de seu tempo. Figura hist\u00f3rica\nmarcante e inconteste. <\/p>\n\n\n\n<p>O roteirista Rog\u00e9rio Faria possui um\nprojeto ilustrativo muito instigante, que conta com os desenhos\nde&nbsp;<a href=\"https:\/\/ricsousa.wixsite.com\/sousa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ricardo Sousa <\/a>e\narte da capa de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/phillzrmusica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Phill Zr<\/a>, sobre a hist\u00f3ria de Marighella e de seus companheiros, n\u00e3o\nobstante, em entrevista recente ao site \u201cQuadrinheiros\u201d ele relata que o seu\nquadrinho sequer foi lan\u00e7ado e que j\u00e1 estaria causando uma alta polariza\u00e7\u00e3o (mensagens\nelogiosas e outras, com insultos e agress\u00f5es) nas redes digitais, somente com a\ndivulga\u00e7\u00e3o do financiamento da obra no coletivo \u201cCatarse\u201d. &nbsp;A publica\u00e7\u00e3o aborda ainda a <em>fibra de Marighella, que, mesmo sob tortura,\njamais delatou seus companheiros, surpreendendo at\u00e9 mesmo os seus captores e\nalgozes, tendo se tornado desde ent\u00e3o o maior guerrilheiro brasileiro do s\u00e9culo\nXX. De fato, Carlos Marighella n\u00e3o teve tempo de ter medo, nos deixando um\nlegado imprescind\u00edvel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes\nConsultadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Publica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MARIGHELLA, Carlos. <strong>Escritos de Carlos Marighella<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ed. Livramento, 1979. <\/p>\n\n\n\n<p>MARIGHELLA, Carlos. <strong>Manual do Guerrilheiro Urbano<\/strong>. S\u00e3o\nPaulo: Ed. Sabotagem, 2003. <\/p>\n\n\n\n<p>MAGALH\u00c3ES,\nM\u00e1rio. <strong>Marighella \u2013 O guerrilheiro que incendiou o mundo<\/strong>. S\u00e3o Paulo:\nCompanhia das Letras, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>MAGALH\u00c3ES, M\u00e1rio.&nbsp; <em>Estado da Bahia se nega a tombar casa onde\nCarlos Marighella cresceu, em 11 de setembro de 2014<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sites:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/g1.globo.com\/bahia\/noticia\/2015\/08\/casa-de-marighella-sera-tombada-e-fara-parte-de-roteiro-sobre-ditadura.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-link is-provider-quadrinheiros\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"76N7L7qF7D\"><a href=\"https:\/\/quadrinheiros.com\/2019\/10\/07\/marighella-livre-entrevista-com-rogerio-faria\/\">MARIGHELLA #LIVRE; entrevista com Rog\u00e9rio&nbsp;Faria<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;MARIGHELLA #LIVRE; entrevista com Rog\u00e9rio&nbsp;Faria&#8221; &#8212; Quadrinheiros\" src=\"https:\/\/quadrinheiros.com\/2019\/10\/07\/marighella-livre-entrevista-com-rogerio-faria\/embed\/#?secret=Sk08ZBSZPH#?secret=76N7L7qF7D\" data-secret=\"76N7L7qF7D\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.catarse.me\/marighella?ref=ctrse_explore_pgsearch&#038;project_id=101784&#038;project_user_id=212146\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/bahia\/noticia\/2012\/12\/lapide-de-marighella-e-praca-em-terreiro-sao-obras-de-niemeyer-na-ba.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-47423625\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttp:\/\/www.tre-ba.jus.br\/o-tre\/biblioteca\/memoria-e-cultura\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Filmes<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>-\u201cBatismo de Sangue\u201d &#8211; <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Filme\">filme<\/a>&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Brasil\">brasileiro<\/a>&nbsp;lan\u00e7ado em&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/2007\">2007<\/a>,\ndirigido pelo cineasta&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Helv%C3%A9cio_Ratton\">Helv\u00e9cio Ratton<\/a>. Baseado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Livro\">livro<\/a>&nbsp;hom\u00f4nimo\nde&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Frei_Betto\">Frei Betto<\/a>,&nbsp;que foi lan\u00e7ado originalmente\nno ano de&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1983\">1983<\/a>; vencedor do&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pr%C3%AAmio_Jabuti\">pr\u00eamio Jabuti<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>-\u201cMarighella\u201d\n&#8211; filme brasileiro lan\u00e7ado em 2019, dirigido por Wagner Moura, produtora O2.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nDoutora em Arqueologia pelo\nMAE\/USP; P\u00f3s-Doutorado Arqueologia\/Antropologia-FAFICH\/UFMG; Mestre em Educa\u00e7\u00e3o\npela FAE\/UFMG; Historiadora e Membro do CEDEFES (Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Eloy\nFerreira da Silva &#8211; <a href=\"http:\/\/www.cedefes.org.br\">www.cedefes.org.br<\/a> &#8211; : e-mail: <a href=\"mailto:alenicebaeta@yahoo.com.br\">alenicebaeta@yahoo.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A persegui\u00e7\u00e3o a CARLOS MARIGHELLA continua: agora \u00e0 sua mem\u00f3ria. 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