CARTILHA DE PREPARAÇÃO PARA A 12ª ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS – 17/08/2008

 

CAPA: (O MESMO DESENHO DO CARTAZ)

 

APRESENTAÇAO:

A nossa Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano tem a imensa alegria de acolher a 12ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais, dia 17 de agosto de 2008, em Cachoeira Escura, município de Belo Oriente, MG. É uma oportunidade maravilhosa para nós e todo povo nos despertarmos para a importância das águas, da terra e de toda natureza como meios indispensáveis para a nossa sobrevivência. A cada dia que passa estamos sentindo e percebendo a depredação da natureza e suas  conseqüências. É o aquecimento global. A falta de água ou água poluída. O clima já não é o mesmo; ou faz frio demais ou calor insuportável; falta chuva, ou as chuvas são de tal abundância que destrói tudo e prejudica a muitos. Já se torna difícil plantar algo, pois o tempo está completamente desregulado. Daqui a pouquinho, vamos cair num círculo vicioso. Faltam chuvas, porque faltam árvores. Por sua vez, falta árvores, porque não há chuva. Então será o fim.

Está aí a 12ª Romaria das Águas e da Terra para gritar contra aqueles que as destroem, visando só o bem pessoal. E também criar um carinho e uma atenção muito grande para com a natureza. Está na hora de fazer alguma coisa para defendê-la, senão será tarde demais. Que o grito desta Romaria chegue aos ouvidos de todos e dos principais responsáveis pela vida, sobretudo pela vida humana. Esta, porém, não existirá, se as outras não forem salvas.

Que Deus o Pai de todos, o Senhor e Criador maravilhoso da natureza, abençoe a todos e faça esta Romaria das Águas e da Terra produzir muitos frutos em prol da vida.

 

Dom Odilon Guimarães Moreira – Bispo Diocesano da Diocese de Itabira/MG-Cel. Fabriciano/MG.

 

INTRODUÇAO:

 

Estamos iniciando o Tríduo da 12ª Romaria das Águas e da Terra, numa Região devastada, agredida e impactada. Esta Região já foi um dia parte da mata atlântica, rios limpos e livres, floresta exuberante e hoje o que vemos? Só existem 5% da Mata Atlântica depois da devastadora urbanização e industrialização. A Urbanização trouxe o asfalto, a canalização dos córregos, as barragens, as hidrelétricas... São milhões de habitantes consumindo sem critério, sem informação...

A capacidade de regeneração da natureza não tem como acompanhar a destruição, a industrialização que busca somente o lucro. As monoculturas do eucalipto e da soja contaminando e secando nossas águas.

São as pequenas centrais hidrelétricas e a grandes hidrelétricas picotando os nossos rios, impedindo-os de seguirem livres. Geram energia para o capital que não preocupa em revitalizá-lo. E agora o famigerado hidro-negócio planeja também sangrar nossos rios com o transporte de minérios. A mineração é outro forte impacto em nossa Região, ameaçando paraísos, poluindo o ar, deixando feias crateras, lagrimas, doenças, dor...

Estamos aqui para gritar, para denunciar... Essa é a nossa bandeira.

 

 

ORAÇÀO INICIAL PARA TODOS OS DIAS:

 

Oração da Romaria das Águas e da Terra

 

Anim.: Pai Santo, criador do Universo e fonte de Vida, pela Mãe Terra e pela Irmã Água Te rendemos graças: Terra e Água clamor de vida.

 

L.1: Ensina-nos a ouvir os gritos da terra em agonia e das águas contaminadas e sepultadas, que brotam do ventre rasgado de nossas Minas e se tornaram clamores Gerais:

L.2: Terra e Água que sofrem com a morte de cada espécie animal, com a eliminação de cada espécie vegetal, com cada palmo deste chão que se transforma em deserto, com o aquecimento da temperatura no planeta e com as ameaças de morte que pairam sobre todas as criaturas.

 

Todos: Ajuda-nos a salvar a vida da terra, na terra, e a vida das águas, nas águas!

 

L.1: Sustenta-nos na defesa e na preservação de nossas nascentes e mananciais contra a ganância desenfreada das mineradoras, siderúrgicas e fábricas de celulose que só sabem explorar, destruir, poluir, envenenar e matar.

 

L.2: Firma-nos na luta contra as monoculturas do eucalipto, da cana-de-açúcar e da soja que geram conflitos e deixam atrás de si uma terra envenenada e a vida ameaçada.

 

Todos: Fortaleça a resistência dos movimentos sociais nas lutas pela terra, contra as barragens e nos faça comprometidos na construção de um outro mundo possível e necessário.

 

L.1: Derrama as Tuas bênçãos sobre a bacia do Rio Doce e não nos deixe desanimar na luta constante por sua preservação e revitalização.                                                                                                                                                                                                                                   

 

L.2: Senhor ensina-nos a renovar Tua Aliança de vida com esta terra que geme em dores de parto e com esta água que quer continuar a jorrar para a vida eterna.

 

Todos: Por Jesus Cristo, o libertador sejamos comprometidos com as lutas ecológicas para que tudo e todos tenham vida e vida em abundância, numa Terra sem males!  Amém, Axé, Awere, Aleluia!  

 

 

PRIMEIRO ENCONTRO: 

 

TEMA: MINERAÇÃO: PROGRESSO OU DEGRADAÇÃO?

AMBIENTAÇAO:

 

Colocar ao centro o cartaz da Romaria, um desenho ou gravura de um trem levando minério, gravuras ou desenhos de devastação ambiental. Arrumar uma mesa com a Bíblia, velas, flores. 

 

ACOLHIDA:

 

Anim.: Sejam todos bem vindos para refletirmos e vivenciarmos o primeiro encontro do Tríduo em preparação para a 12° Romaria das Águas e da Terra que será realizada no dia 17 de agosto de 2008, em Cachoeira Escura, cidade de Belo Oriente, Diocese de Itabira - Coronel Fabriciano.

Durante nossos encontros, vamos conhecer um pouco mais a nossa realidade e o grito das águas e da terra em nossa região, gritos representados aqui no cartaz. Vamos agora, contemplar o cartaz e conversarmos sobre ele.

 

Anim: Invocamos a Santíssima Trindade cantando:

 

Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,

Para louvar e agradecer, bendizer, adorar, estamos aqui Senhor, ao seu dispor,

Para louvar e agradecer, bendizer, adorar, te aclamar, Deus Trino de amor. 

 

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS:


Canto: Deus chama a gente pra um momento novo... 

 

MOTIVAÇAO:

 

Anim: Hoje, no primeiro dia do Tríduo vamos refletir um pouco sobre a mineração em nossa região. Vamos falar também sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais que os nossos municípios, a população, a terra e as águas estão sofrendo.

 

L.1: As mineradoras arrancam o coração, os pulmões, o estômago e todo o intestino das montanhas de Minas Gerais. Numa voracidade avassaladora vão sugando, como vampiros, os minérios que a Criação gestou ao longo de milhões de anos. 

 

L.2: Nossas montanhas ficam como um dente cariado, os mananciais completamente mortos e o povo com sede. Os córregos e rios estão poluídos e os recursos das gerações futuras comprometidos. 

 

L.1: Pelas ferrovias mineiras, escorregando nos trilhos, trens superlotados de minério é que mais se vê. Trens que são um comboio sem fim. Um Sem-Terra, acampado na beira da ferrovia, disse: 

 

Todos: “Todos os dias, passam aqui vários trens como esse, levando nossas riquezas para sustentar o alto padrão de vida dos poucos privilegiados do mundo”. 

 

OLHANDO A REALIDADE: 

 

Anim: Procuraremos aqui, dar algumas informações que possam subsidiar lutas em defesa da água e da terra, objetivo maior da 12ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais. 

 

L.1: O principal  produto de exportação de Minas Gerais é o minério de ferro, seguido de outros minerais. Onde há minério, há água. A formação geológica determina o consórcio entre água e ferro. As “esponjas” de hematitas e itabiritos retêm a água. 

 

L.2: As mineradoras vêm deixando um rastro de destruição. A água, fonte e principio de vida está minguada em Minas, devido à ação predatória das empresas de minério que devastam o meio ambiente e causam estragos sociais.  

 

Todos: Tudo o que fere a terra, fere os filhos da terra.

 

Anim.: Criada para explorar as vastas jazidas de minério de ferro de Itabira, a Companhia Vale do Rio Doce, hoje Companhia Vale, completa em 2008, 66 anos de existência e 11 na condição de empresa privatizada. 

 

L.1: Em 2006, lustrou a sua face global com duas grandes tacadas: a inauguração da maior mina do mundo em capacidade inicial de produção, em São Gonçalo do Rio Abaixo – a mina de Brucutu, e a compra da mineradora de níquel canadense INCO, que elevou a ex-estatal brasileira ao posto de segunda empresa do mundo no setor. 

 

L.2: Ainda responsáveis por cerca de 60% da produção nacional desse quase monopólio de extração e transporte de minério de ferro do Brasil, os municípios de Minas não exibem o mesmo vigor. 

 

L.1: Itabira, por exemplo, está fora da lista dos 30 maiores PIBs por habitantes do Estado. Sofre os problemas ambientais provocados pela mineração, como a insegurança no abastecimento de água e a severa poluição atmosférica. 

 

L.2: Itabira sofre também com um mal de difícil explicação: uma taxa de tentativa de suicídio seis vezes maior que a média de Minas Gerais.

 

L.1: A destruição da paisagem natural, especialmente do Pico do Caue, em Itabira,e a baixa estima social provocada pela privatização da Companhia Vale são, possivelmente, as causas do elevado índice de tentativas de suicídio em Itabira.  

 

Todos: Tudo o que fere a terra, fere os filhos da terra.

 

Anim.: E como se não bastasse,  a Diocese de Itabira-Fabriciano, será atingida pelo minerioduto, nas cidades de: Itambé do Mato Dentro, Passabém, Santa Maria de Itabira, Nova Era e São Domingos do Prata.

 

L.1: O minério de ferro localizado em Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Serro (MG) passará por um tubo debaixo da terra através da transposição das águas do Rio do Peixe em Alvorada de Minas.

 

L.2: Seguirá para o litoral do Rio de Janeiro, no complexo portuário de Açu, em São João da Barra, com 550 km de extensão. O início da produção está previsto para o segundo semestre de 2009.

 

L.1: O Projeto Minas-Rio foi concebido para a produção de lavra a céu aberto de 56 milhões de toneladas por ano. Tanto o minerioduto como o porto será de propriedade da MMX, empresa multinacional de mineração, concorrente da Companhia Vale.

 

Todos: Tudo o que fere a terra, fere os filhos da terra.

 

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS: 

 

Anim.: Na palavra de Deus que vamos ouvir agora, os comerciantes são duramente criticados. Eles se enriquecem às custas de fraudes e da exploração sistemática dos pobres. Estes ricaços freqüentam o santuário e não faltam às festas religiosas; porém, mesmo quando estão rezando, ficam a maquinar o que poderão fazer para ter sempre mais e mais lucros. 

 

CANTO: Chegou a Hora da Alegria

 

LEITURA DA PALAVRA: Amós 8,4-6 

 

REFLETINDO A PALAVRA: 

 

1.) Você conhece essa realidade da mineração em sua região?

2.) Ao fazer a leitura bíblica, o que podemos destacar em sintonia com essa realidade?

 

Anim: As condições hoje são diferentes, mas o problema é o mesmo. Um profeta de hoje, parafraseando Amós, diria: “Ouçam vocês, que fazem grandes projetos, visando lucros sem pensar nas vidas que destroem, vocês que justificam tudo com um progresso, que não considera o planeta nem o ser humano, vocês que se aproveitam das necessidades do pobre, para explorar seu trabalho em condições desumanas, vocês que corrompem a justiça usando dinheiro e poder”.

 

COMPROMISSO COM A LUTA: 

 

Anim: Organizar sua comunidade, para participar da 12ª Romaria das Águas e da Terra, que será realizada em Cachoeira Escura, Belo Oriente, no dia 17 de Agosto de 2008. 

 

ORAÇAO FINAL:

 

- Preces espontâneas

- Pai Nosso // Ave Maria

- Canto final (a escolha) 


 

SEGUNDO ENCONTRO:


 

TEMA: EUCALIPTO: “O DESERTO VERDE”.

 

AMBIENTAÇAO: Bíblia, vela, plantas vivas e mortas, carvão e colocar alguns produtos da terra, como mandioca, batata doce, banana, inhame, etc.

Estes produtos poderão ser partilhados ao final do encontro.

 

ACOLHIDA: Irmãs e irmãos é com alegria que iniciamos mais um encontro em preparação a romaria das águas e da terra.

 

CANTO: Vem espírito santo, vem, vem iluminar...

Este encontro vem...

Nossas famílias vem...

A romaria vem...

 

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS:

 

MOTIVACÃO:

 

Anim.: Hoje, vamos refletir sobre a realidade da  monocultura do eucalipto, muito presente em nossa região e que vem tomando espaço de nossas lavouras e secando nossas nascentes. Esta realidade já foi denunciada anos atrás, pelo cacique Seatle, numa carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, que queria comprar suas terras indígenas. Vamos ouvir parte desta carta.         

 

L.1: Nós somos partes da terra e a terra é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. Os rios são nossos irmãos. O búfalo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos.

 

Todos: As cristas rochosas, os vales e campinas, O alto da montanha e o homem todos pertencem a mesma família.

 

L.2: Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele, nenhum pedaço de terra é diferente, porque ele é um forasteiro, que chega na calada da noite.

 

L.1: Ele trata sua mãe terra e seu irmão céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas...

 

Todos: Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.  

 

OLHANDO A REALIDADE: 

 

Anim.: “O eucalipto, originário da Austrália, é um vampiro das águas. Tem raiz vertical do tamanho da árvore. Chupa as águas superficiais e as mais profundas. Com o tronco reto,  casca e folhas finais, sugam a água com facilidade e não a retém. No cerrado, onde as árvores são retorcidas, com cascas e folhas grossas,  a água é retida e forma a conhecida caixa d‘água do Brasil.

 

L.1: “O deserto verde” da monocultura do eucalipto tem causado um êxodo rural violento, com a expulsão familiar do campo, além de incontáveis impactos ambientais: a biodiversidade destruída, os solos empobrecidos, rios secos, sem contar a enorme poluição gerada pelas fábricas de celulose que contaminam o ar, as águas e ameaçam a saúde do povo. 

 

Todos: Monocultura, cultura de morte! Queremos vida para nós e para as gerações futuras.

 

L.2: A Região do Vale do Rio Doce era domínio de mata atlântica, mata que foi sendo destruída para produção de carvão vegetal e mais recentemente de celulose. Na verdade a destruição desta mata para a produção de carvão vegetal foi um dos primeiros momentos do processo de extinção da floresta e de “cercamento” das terras.

 

L.1: Essa extinção significa tirar a floresta nativa de seu lugar de origem, para substituí-la por outra exótica, formada por uma só espécie de árvore e voltada para atender a demanda das indústrias siderúrgicas. 

 

Todos: Monocultura, cultura de morte! Queremos vida para nós e para as gerações futuras.

 

L.2: Os produtos que são feitos a partir do carvão (aço) e da celulose (papel) são vendidos principalmente para fora da região e do país.

O estado de Minas Gerais caracteriza-se como um dos principais produtores brasileiros de celulose. 

 

L.1: Diversas empresas atuam no setor de reflorestamento na região: ACESITA, CAF, ARCELOR MITTAL, PLANTAR S/A, PRESERVAR, GERDAU S/A, CENIBRA. A CENIBRA está presente em 25 municípios do estado de Minas Gerais: Açucena, Alvinópolis, Antônio Dias, Barão de Cocais, Bela Vista de Minas, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Braúnas, Caratinga, Catas Altas, Coronel Fabriciano, Córrego Novo, Ipatinga, Joanésia, Marliéria, Mesquita, Naque, Nova Era, Periquito, Pingo água, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Santa Maria de Itabira, São Domingos do Prata e São Gonçalo do Rio abaixo.

 

Todos: Monocultura, cultura de morte! Queremos vida para nós e para as gerações futuras.

 

 

L.2: Dados do IBGE revelam que grande parte do plantio de eucalipto na  região está voltada para a indústria de papel e celulose, ao passo que em Minas o maior volume de produção destina-se ao setor energético ( carvão vegetal – 79%) 

 

L.1: 50 siderúrgicas, num raio de 100 km em torno de Belo Horizonte, são responsáveis por 06 em cada 10 Kg de ferro-gusa. MG e Pará produzem metade do ferro-gusa que é exportado para os Estados Unidos e China. Essas indústrias queimam anualmente, 25 milhões de metros cúbicos de carvão. Metade deste carvão vem da monocultura do eucalipto.

 

Todos: Monocultura, cultura de morte! Queremos vida para nós e para as gerações futuras.

 

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS: 

 

Anim.: Hoje, a Palavra de Deus, vai nos falar da situação no tempo do rei Joaquim, quando Nabucodonosor investiu contra Judá no ano 597 a.C. e várias nações vizinhas se aproveitaram para devastar territórios judaicos.

 

CANTO:  Virá o dia em que todos.  

 

LEITURA DA PALAVRA: (Jeremias: 12,10-12;14-15) 

 

REFLETINDO A PALAVRA:

 

1.) O que mais chamou atenção sobre a realidade da monocultura do eucalipto?

2.) Como a palavra ilumina e questiona esta realidade? Que tipo de sociedade Deus quer que a gente construa? 

 

COMPROMISSO COM A LUTA:

 

Anim.: Muita coisa do que pedimos a Deus, Deus pede a nós. Que gesto concreto podemos assumir a partir da reflexão desde encontro? 

 

ORAÇÃO FINAL: Salmo 36(35) – Deus é a fonte da vida.

 

Canto Final: Quando olhei a terra ardendo.


 

TERCEIRO ENCONTRO:

 

TEMA: ÁGUAS DA VIDA, ÁGUAS DA MORTE.

 

AMBIENTAÇÃO:

 

Bíblia, vela, terra, flores, cartaz da Romaria e colocar em destaque vasilha com água suja e vasilha com água limpa. Ramos para aspergir os participantes do encontro. 

 

ACOLHIDA:

 

Anim.: Sejam bem vindos irmãos e irmãs. Vivemos grandes diferenças sociais por causa da injustiça. Não pode haver ganância, exploração e desperdícios da água. É necessário que resgatemos o valor sagrado das águas. Iniciemos nosso encontro, invocando a Santíssima Trindade:

 

Todos: Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

 

Anim.: A água, não pode  mais ser tratada como mercadoria. Precisamos reconhecer o espírito que paira sobre as águas e nos deixa contaminar por sua beleza... Vamos agora recordar os  vários sentidos que a água tem em nossas vidas, colocar a mãos sobre o nosso peito e sentir a pulsação da vida.

(enquanto o animador faz a aspersão, canta-se o canto inicial)

 

CANTO INICIAL: Eu te peço desta água...

 

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS.

 

MOTIVAÇÁO

 

Anim.: A Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, está localizada na bacia hidrográfica do Rio Doce, que tem por principal afluente o Rio Piracicaba. Descobrimos uma conversa entre esses dois rios, através de cartas, que vamos ouvir.

 

Carta do rio Piracicaba para o rio Doce

 

L.1: Ipatinga, 1º de fevereiro de 1997.

Prezado Rio Doce,

Não queria ir ao seu encontro assim: desprevenido e desmascarado às vésperas de uma comunhão que sonhei translúcida. Como todo amigo, queria lhe levar a pureza. Mas, fiquei amortecido pela viuvez das copas das árvores e encostas ulceradas. Como você, eu também quis ser um manancial em gratuidade, porque a suprema vocação das águas é sempre levar a cura e a vida.

 

L.2: Mas, repito, não queria ir ao seu encontro desse jeito: lacrimejante, em astenia, sem o milagre dos peixes. Aliás, tinha reservado para você uma declaração de amor mais ou menos assim: “o doce perguntou para o doce, qual era o doce que era mais doce. O doce respondeu ao doce” que seria o Rio Doce...

 

L.1: Bem que quis enamorar das cidades por onde passei, mas elas não entenderam... No entanto, mesmo sem identidade, continuo a insistir com a minha paisagem cada vez mais resumida. Mesmo porque todas as águas são obstinadas.

 

L.2: Mas, se um dia as matas ciliares e o encanto voltarem, juro que retirarei do penhor a esperança... Por enquanto, perdoa-me por lhe trair.

Rio Piracicaba 

 

Anim.: ouçamos  a resposta do Rio Doce ao Rio Piracicaba

L.1: Ipatinga, 4 de março de 2007.

Prezado Rio Piracicaba,

Dez anos depois posso responder-lhe: Se as minhas águas não melhoraram, deve continuar a acreditar na consciência das pessoas. Mesmo que elas reservem para você o pior do humano: o escárnio, o cuspe, o excremento e a maldade.

 

L.2: A traição não é propriamente sua. É bom que mantenhas sua esperança no penhor, ainda. Convém esperar a mudança de atitude dos cidadãos, empresas e governantes, agora unidos em comitês. No entanto, há um sinal de percepção social das águas pelos povos desta bacia através do coração e, por isso mesmo, continue tentando se enamorar das cidades. Haverá de despertá-las pela ternura.

 

L.1: Elas saberão que as águas são livres e que os rios sempre foram  educados para a adversidade das corredeiras, regatos, quedas e remansos – esculpir pedras e desenhar paisagens é da nossa natureza. Mais fácil do que enfrentar a ignorância, a omissão e o preconceito.

 

L.2: Mas haverá um tempo em que nada mais será assim. Efêmeras ações darão lugar à sinceridade. As águas negligenciam discursos áridos e vazios, depositados como lixo nas margens dos rios.

 

L.1: E a nossa comunhão finalmente será translúcida, mesmo porque a palavra Cristo em grego significa peixe, emblema da fé.

Por enquanto nosso encontro permanece adiado. Um dia eles descobrirão que a vida e o rio são o mesmo.

Rio Doce 

 

OLHANDO A REALIDADE: 

 

Anim: Hoje continuamos refletindo sobre a dificuldade de manter o cuidado com a qualidade de vida diante da escassez da água. Nas cidades, praticamente todo o esgoto e lixo são lançados nos cursos d'água ou em suas margens.  

 

L.1: Associadas a estes problemas, encontramos concentrações de grandes indústrias: siderurgia e celulose no Vale do Aço; suinocultura e beneficiadoras de cana-de-açúcar em Ponte Nova; mineração, em Itabira e captações superficiais de água no Rio Piracicaba. Estas indústrias comprometem tanto qualitativa quanto quantitativamente os usos múltiplos dos recursos hídricos.

 

L.2: A captação para consumo humano no Vale do Aço, realizada pela COPASA, sem apresentar projetos de revitalização, via poços profundos situados às margens do Rio Piracicaba, também nos traz preocupações com a vida do Rio, em função das variações dos níveis de água.  

 

Todos: Águas para a vida , SIM ! Barragens, NÃO !

 

L.1: Na bacia do Rio Santo Antônio as barragens das hidrelétricas estão, em alguns casos, com cerca de 60% da sua capacidade de armazenamento de água, em vista dos significativos processos erosivos que ocorrem nessa bacia.

 

L.2: No Vale do Aço temos projetos de barragens para São Gonçalo do Rio Abaixo. Em Antônio Dias, já foram construídas as usinas de Sá Carvalho e Guilman Amorim. Agora já está em construção  a de Ribeirão Grande.

 

L.1: Em Cel. Fabriciano há ameaça sobre o Cachoeirão de Cocais dos Arrudas e em Belo Oriente sobre a Cachoeira Escura, além de tantos outros projetos para a bacia do Rio Doce.   

 

Todos: Águas para a vida, SIM! Barragens, NÃO!

 

Anim.: O Brasil tem mais de 2.000 barragens construídas em todo país, alagando uma área de 34 mil km quadrados (o Estado de Alagoas tem 29 mil km quadrados). O plano do governo federal prevê que até 2015 serão construídas mais de 494 Usinas Hidrelétricas, tendo como estimativa a expulsão de mais de 800 mil pessoas de suas terras. A produção de energia de fonte hidrelétrica era tida como limpa e barata. Mas, além de toda destruição social e econômica que causam, as barragens provocam muitos problemas ambientais. 

 

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS: 

 

Anim.: Abrindo a Bíblia, reparamos que uns dos problemas maiores que o povo de Deus encontrou, durante toda a sua caminhada, foi em torno da água. No sistema opressor do Egito, a água da vida se transforma em fonte de morte (sangue). No deserto, na condição difícil de um povo que luta pela libertação, a água amarga da morte transforma-se em fonte de vida.

 

CANTO. A Bíblia é a palavra de Deus...

 

LEITURA DA PALAVRA: Ex 15,22-27

 

REFLETINDO A PALAVRA DE DEUS.

 

1.) Que aprendemos para a nossa vida de comunidade neste trecho da Bíblia que acabamos de ouvir?

2.) Lembrando de tudo que refletimos hoje, quais são os sinais positivos e os sinais de perigo que  percebemos?

3.) O Cristão deve ficar calado diante dos abusos cometidos contra os pobres e oprimidos? Por quê?

 

COMPROMISSO COM A LUTA: 

 

Anim.: Que compromissos a respeito da água, podemos assumir pessoal ou comunitariamente para evitar desperdícios, poluição dos rios, criar conscientização da população...

 

 

ORAÇAO FINAL: Oração da CF/2004

 

Anim.: Bendito sejais, ó Deus Criador, pela água, criatura vossa, fonte de vida para a Terra e os seres que a povoam.

                                                                                                                                                   L.1: Bendito sejais ó Pai Providente, pelos rios e mares imensos, pela bênção das chuvas, pelas fontes refrescantes e pelas águas secretas do seio da terra.

 

L.2: Bendito sejais ó Deus Salvador, pela água feita vinho em Caná, pela bacia do lava-pés e pela fonte regeneradora do Batismo.

 

Todos: Perdoai-nos, Senhor Misericordioso, pela contaminação das águas, pelo desperdício e pelo egoísmo que privam os irmãos desse bem tão necessário à vida.

 

L.1: Dai-nos, ó Espírito de Deus, um coração fraterno e solidário, para usarmos a água com sabedoria e prudência e para não deixar que ela falte a nenhuma de vossas criaturas.

 

Todos: Ó Cristo, Vós que também tivestes sede, ensinai-nos a dar de beber a quem tem sede. E concedei-nos com fartura a água viva que brota de Vosso coração e jorra para a vida eterna. AMEM!

 

CANTO Final: Lá vai minha chalana

 


 

4º Encontro: Celebração

 

TEMA: LUTAR PELA TERRA E PELA ÁGUA É CUIDAR DA VIDA

 

AMBIENTAÇÃO: Colcha de retalhos, cartaz da Romaria, vela e Bíblia, um pouco de terra para a acolhida, cesta com pedaços de pão a serem distribuídos com água oferecida para cada participante no final do encontro, (reservar lugar para receber o cesto cheio de terra e a grande jarra de água).

 

ACOLHIDA: Receber os participantes com uma pequena porção de terra na cabeça em sinal de nossa profunda relação com nossa Mãe Terra.

 

Anim.: Vamos iniciar nosso encontro celebrativo, invocando a Santíssima Trindade, “a melhor comunidade”.

 

INVOCAÇÃO:

 

Anim.: Em nome do Pai de todas as gentes, que nos faz crescer do amor e da terra.

Em nome do Filho, irmão de todas as pessoas, operário em construção do mundo novo.

Em nome do Espírito da libertação, inspiração morena da ressurreição, estamos aqui, Senhor!

 

L.1 Em nome do povo esquecido e humilhado, eterno sonhador do Reino de amor,

Todos: Estamos aqui, Senhor!

 

L.2: Em nome da vida, que é outro nome da justiça e da paz,

Todos: Estamos aqui, Senhor!

 

L.1: Em nome da força, da luta e da lida, vitória da fé renascida,

Todos: Estamos aqui, Senhor!

 

CANTO:  Onipotente e Bom Senhor

 

ORAÇÃO INICIAL: Oração da Romaria

 

MOTIVAÇÃO

 

Anim.: Nestes dias de reflexão nós nos preparemos para a 12ª Romaria da Terra e das Águas.Olhamos a realidade da situação das águas e da terra em nossa região , ouvimos os clamores, o grito da vida da natureza e das populações. A Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e defesa da vida nos intima a cuidar, a promover e a defender a vida:

 

Todos:Lutar pela terra e pela água é preservar a vida!

 

Anim.: A Terra e a Água são o berço da vida. Preservar a água e terra é preservar a nossa própria vida. Desrespeitar a água e a terra é, não somente, desrespeitar a Criação e o Criador, mas comprometer o futuro da vida, no Planeta.

 

(alguém entra, lentamente, com balaio ou cesto cheio de terra, enquanto L1, L2 e L3 declamam o seguinte)

 

L.1: Pachamama, Mãe Terra, Terra sagrada, Terra natal, Terra de nossos pais, Terra da gente, fonte de vida, Terra linda, bendita Terra! Terra essa que é espaço da Vida e de Vida, dádiva de Deus, aqui e agora e para as futuras gerações...

 

Todos: Lutar pela terra e pela água é preservar a vida!

 

L.2: Terra sinal de contradição, lugar mais de morte do que de vida, objeto disputado em sangrentas guerras, terra cercada, privatizada, terra proibida, terra de opressão e escravidão, terra do latifúndio, do enriquecimento ilimitado terra devastada, arrasada, desertificada, terra maldita!

 

Todos: Lutar pela terra e pela água é cuidar da vida!

 

L3: Terra, lugar da caminhada da libertação. Terra regada pelo suor de nosso trabalho. Terra fecundada pelo sangue das vidas doadas. Terra a ser conquistada pelo povo reunido na fé e na esperança da vitória...

 

Todos: Lutar pela terra e pela água é preservar a vida!

 

(outra pessoa entra com uma grande jarra de água (jarra de barro)                                                                                                                                        enquanto L1, L2 e L3 declamam o seguinte)

 

L 1: Água que sacia a sede do ser humano e da terra. Água que dá energia e vida. Água pura e gratuita. Água fonte, origem de toda vida Água dos povos da terra, Água, irmã nossa...

 

Todos: Lutar pela terra e pela água é preservar a vida!

 

L 2: Água objeto de tantos descuidos e maltratos, Águas cobiçadas, armazenadas, roubadas, desviadas. Águas sofridas das Minas Águas do Rio São Francisco em dores. Águas das nascentes e das cachoeiras ameaçadas. Águas do Rio Doce e do Rio Piracicaba, em clamores...

 

Todos: Lutar pela terra e pela água é preservar a vida!

 

L3: Águas do campo e da cidade. Águas das lutas e das conquistas. Águas da revitalização e da confraternização. Águas de nosso Batismo e de nosso compromisso...

 

Todos: Lutar pela terra e pela vida é preservar a vida!

 

CANTO: Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao criador

 

ATO PENITENCIAL:

 

Anim.: Somos vitimas de grandes projetos que invadem sistematicamente nossas terras, nossas águas, nossas florestas, nossas riquezas minerais, por grandes empresas mineradoras, reflorestadoras, siderúrgicas e de celulose.

 

L.1: Em conseqüência destes grandes projetos, os camponeses foram expulsos de suas terras, sendo obrigados a migrarem para as periferias e favelas das grandes cidades, submetidos a subempregos e/ ou a trabalhos degradantes colocando em riscos a própria vida.

 

Pelas vezes em que não nos organizamos para lutar contra a instalação desses projetos, permitindo assim o êxodo rural e o sofrimento dos trabalhadores e trabalhadoras, lhe pedimos perdão, Senhor cantando...

 

Todos: Senhor tende de piedade e perdoai a nossa culpa, e perdoai a nossa culpa, porque nos somos vosso povo...

 

L.2: A Região do Vale do Aço e Vale do Rio Doce, teve a maioria de sua Mata Atlântica substituída pela monocultura do eucalipto, que juntamente com a mineração, extinguem e contaminam todo o lençol freático com o uso abusivo de agrotóxicos e mercúrio, acabando com as nascentes e degradando toda a terra.

Pelas vezes que calamos diante da destruição das águas e da terra e que colaboramos com a poluição do meio ambiente, não jogando nosso lixo no lugar correto, lhe pedimos perdão, Senhor cantando...

 

Todos: Cristo tende de piedade e perdoai a nossa culpa, e perdoai a nossa culpa, porque nos somos vosso povo...

 

L.3: Deus confiou ao ser humano a missão de cuidar da criação, de promover e defender a vida, toda espécie de vida, no respeito, na justiça e na solidariedade. Na sociedade de hoje dominada pela busca desenfreada de lucro, de poder, o ser humano está perdendo sempre mais o paraíso das relações harmoniosas e solidárias, gerando exclusões, violência e morte.

Pelas vezes que nós nos acomodamos com a injustiça, que fechamos os olhos sobre as nossas próprias incoerências, lhe pedimos perdão, Senhor, cantando...

 

Todos: Senhor tende de piedade e perdoai a nossa culpa, e perdoai a nossa culpa, porque nos somos vosso povo...

 

 

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS

 

Anim.: A leitura da Palavra de Deus que vamos ouvir agora é tirada do Livro do Êxodo.Ela nos apresenta Deus com entranhas de Pai e de Mãe, Deus, aliado do povo oprimido,  que ouve o clamor dos pequenos e dos humilhados.

 

CANTO: Eu vim para escutar, tua palavra...

 

LEITURA DA PALAVRA:

 

Êxodo 3, 7-10

 

REFLETINDO E PARTILHANDO A PALAVRA

 

Anim.: Vamos ficar um momento em silêncio, deixando a Palavra de Deus tocar o nosso coração e iluminar a nossa experiência de vida, de fé, de compromisso, de luta...Após alguns minutos poderá haver uma pequena partilha da reflexão para quem quiser.

 

COMPROMISSO COM A LUTA

 

Anim.: A Romaria das Águas e da Terra, nos faz sonhar com uma nova terra e um novo céu. Faz-nos vislumbrar o Reino de Deus acontecendo, onde não há ricos, nem pobres, onde a terra e a água são a partilha de todos e todas, onde  há justiça e paz.

A Romaria nos ajuda a acreditar que um mundo novo é possível!

P      Cada um de nós somos convidados e chamados a entrar neste mutirão da construção da Romaria das Águas e da Terra, somando as nossas forças, para que o Reino de Deus aconteça. 

P      Não esquecer de preparar as caravanas para a 12. Romaria das Águas e da Terra, no dia 17 de agosto de 2008, em Belo Oriente.

 

ORAÇÃO FINAL

 

Anim.: Na construção do Reino de Deus, novo mundo possível, não estamos sozinhos, Deus caminha ao nosso lado, a nos guiar.

 

L.1: Ergo os olhos para os montes: de onde virá o meu socorro? O meu socorro vem de Javé, que fez o céu e a terra.


Todos: O Senhor não deixará que o nosso pé tropece o nosso guarda jamais dormirá!

 

L.2: Ele não deixará que o nosso pé tropece, o nosso guarda jamais dormirá. Sim, ele não dorme nem cochila o guarda de Israel.

 

Todos: O Senhor não deixará que o nosso pé tropece o nosso guarda jamais dormirá!

 

L.1: O Senhor nos guarda sob a sua sombra, Ele está à nossa direita. De dia o sol não nos ferirá, nem a lua de noite.

 

Todos: O Senhor não deixará que o nosso pé tropece o nosso guarda jamais dormirá!

 

L.2: O Senhor nos guarda de todo mal, Ele guarda a nossa vida. O Senhor guarda nossas entradas e saídas, Desde agora e para sempre! (Sl. 121)

 

Todos: O Senhor não deixará que o nosso pé tropece o nosso guarda jamais dormirá!

 

GESTO SÍMBOLICO:

 

Anim.: Em nossa vida acontece que experimentamos o desânimo, o cansaço, a vontade de fugir da luta e de nossos compromissos. O pedaço de pão que, agora vamos partilhar o copo de água oferecido, o abraço fraterno de nossos irmãos e irmãs são manifestações da força que nos vem de Deus e de nossas lutas em mutirão. (realizar estes gestos fraternos)

 

Concluímos nosso encontro com o canto final.

 

CANTO FINAL: Povo que luta, cansado da mentira...

 

 

Equipe de Subsídio:

 

Creusa Ferreira dos Santos – Cel. Fabriciano

Deusdi Ferreira – Ipatinga;

Filipe Benício – Itabira;

Irmã Nicole Henner – Cel. Fabriciano;

João Marcos – Ipatinga;

Márcia Teles - Cel. Fabriciano;

Marinete Morais – João Monlevade;

Tereza Cristina de Souza – Belo Oriente.

 

 

CANTOS

 

 

01. DEUS CHAMA A GENTE PRA UM MOMENTO NOVO –  nº. 09 do folheto DA Romaria de 2007;

 

02. CHEGOU A HORA  DA ALEGRIA – nº. 55 do folheto

 

03. VIRÁ UM DIA EM QUE TODOS

 

  1. Virá o dia em que todos, ao levantar a vista, veremos nesta terra reinar a liberdade (bis) / Minh’alma engrandece ao Deus libertador/ se alegra meu espírito em Deus meu salvador / pois ele se lembrou do seu povo oprimido / e fez da sua serva mãe dos esquecidos / Imenso é o seu amor, sem fim sua vontade, pra todos que na terra / oprimidos seguem na humildade / bem forte é nosso Deus, levanta o seu braço / espalha os soberbos, destrói todos os males.
  2. Derruba os poderosos dos seus tronos erguidos / com sangue e suor do seu povo oprimido / e farta os famintos, levanta os humilhados, / arrasa os opressores, os ricos e os malvados.

 

04. QUANDO OLHEI A TERRA ARDENDO

 

1. Quando olhei a terra ardendo / qual fogueira de São João / eu perguntei a deus do céu ai, / porque tamanha judiação. (bis)

2. Que braseiro, que fornalha, nem um pé de plantação. / Por d’ água / perdi meu gado, / morreu de sede meu alazão. (bis)

3. Até mesmo a Asa Branca. / bateu asas do sertão / então eu disse, / adeus Rosinha, /

guarda contigo / meu coração. (bis)

4. Hoje longe muitas léguas, / numa triste solidão, / espero a chuva cair de novo. / pra eu voltar / pro meu sertão. (bis)

5. Quando o verde dos teus olhos, / se espalhar na plantação, /eu te asseguro / não chore não viu, / meu coração. (bis)

 

05. ÁGUA VIVA – 21 do folheto

 

06. A BIBLIA É A PALAVRA DE DEUS

 

A Bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo, que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando-nos a viver um mundo novo.

1. Deus é bom, nos ensina a viver. Nos revela o caminho a seguir.Só no amor partilhando seus dons, sua presença iremos sentir.

2. Somos povo, o povo de Deus, e formamos o reino de irmãos. E a Palavra que é viva nos guia e alimenta a nossa união.

 

07. LA VAI MINHA CHALANA

 

1. Lá vai minha chalana / bem longe se vai riscando o remanso do rio Paraguai / Oh chalana sem querer / tu aumentas minha dor / nestas águas tão serenas vai levando o meu amor. (bis)

2. E assim ela se foi / nem de mim se despediu / a chalana vai sumindo lá na curva do Rio / E se ela vai magoada eu bem sei que tem razão / fui ingrato eu feri o seu pobre coração.

 

08. ONIPOTENTE O BOM SENHOR – nº. 11 do folheto

 

09. LUTAR E CRER, VENCER A DOR

 

1. Quando o Espírito de Deus Soprou/ O mundo inteiro se iluminou. / A esperança na terra brotou e um povo novo deu-se as mãos e caminhou.

Lutar e crer/vencer a dor/louvar ao criador/justiça e paz hão de reinar e viva o amor!

2. Quando Jesus a terra visitou/ a boa nova da Justiça anunciou: / o cego viu, o surdo escutou, / e os oprimidos das correntes libertou.

3. Nosso poder está na união. / O mundo novo vem de Deus e dos irmãos / Vamos lutando contra a divisão / e preparando a festa da libertação.

4. Cidade e campo se transformarão. / Jovens unidos na esperança gritarão. / A força nova é o poder do amor. / Nossa fraqueza é força em Deus Libertador.

 

10. EU VIM PRA ESCUTAR

 

1. Eu vim pra escutar Tua Palavra, Tua Palavra, Tua Palavra de amor

2. Eu gosto de escutar Tua Palavra, Tua Palavra, Tua Palavra de amor

3. Eu quero entender melhor Tua Palavra, Tua Palavra, Tua Palavra de amor

4. O mundo ainda vai viver Tua Palavra, Tua Palavra, Tua Palavra de amor.

 

11. POVO QUE LUTA

 

1. Povo que luta, cansada de mentira, cansada de sofrer cansada de esperar. Povo que luta, cansado de esperar, procura a redenção.

Refrão: Porque Ele é luz, Verdade, Justiça, Bem, Perdão, Paz, Esperança, Amor e Redenção!

2. Povo que luta por terra onde há fartura / Por paz sem fingimento, por vida partilha. / povo que luta por vida partilhada. / Procura a Redenção.

3. Povo que espera colheitas mais serenas, / verdades mais profundas, / caminhos mais fraternos, / povo que espera caminhos mais fraternos. / Procura a Redenção.

 

12. BENDITO OS ROMEIROS – nº. 02 do folheto

 

13. RELIGIÃO LIBERTADORA – nº. 05 do folheto

 

14. SANTA MÃE MARIA – nº. 12 do folheto

 

15. O PROFETA – nº. 15 do folheto

 

16. UTOPIA – nº. 16 do folheto

 

17. CAMINHANDO E CANTANDO – 20 do folheto

 

18. AXÉ – nº. 23 do folheto

 

19. O QUE VALE É O AMOR  - nº. 29 do folheto

 

20. FAZEI RESSOAR – nº. 33 do follheto

 

21. OFERTORIO DO POVO – nº. 34 do folheto

 

22. CIO DA TERRA - nº. 36 do folheto